MAIS FUTEBOL 🔵 Acordo entre FPF e corretora sem licença em Portugal «cumpre requisitos legais»
Federação Portuguesa de Futebol anunciou protocolo com uma entidade que não tem autorização para operar em Portugal. FPF diz que o objetivo do acordo é internacional
DS
Federação Portuguesa de Futebol anunciou protocolo com uma entidade que não tem autorização para operar em Portugal. FPF diz que o objetivo do acordo é internacional
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A edição do jornal Público desta quarta-feira trouxe novos pormenores sobre um acordo anunciado pela Federação Portuguesa de Futebol e a VT Markets, uma corretora financeira (como a XTB, Degiro ou Trade Republic) sediada na Austrália.
O jornal escreve que a VT Markets não tem licença para operar em Portugal. A parceria foi publicitada pela FPF sob o lema «invista na excelência», em outubro. Porém, pelo menos no nosso país, quem investir naquela corretora não está protegido por um órgão regulador.
Aliás, a VT Markets consta dos alertas dos reguladores financeiros de outros países europeus como o Reino Unido, Itália, Bélgica e Dinamarca, lembra o Público.
Na página da FPF, João Medeiros Cardoso, diretor comercial da entidade, justificou a parceria em outubro. «Esta colaboração com a VT Markets, no Médio Oriente e Norte de África, é um passo relevante nesse trajeto, permitindo-nos aproximar ainda mais os milhões de fãs que acompanham o futebol português na região», diz.
Numa resposta enviada às redações, a Federação Portuguesa de Futebol sublinha precisamente esse caráter regional do acordo.
«O acordo, válido para a época 2025-2026, tem âmbito regional e, como descrito na notícia publicada no site oficial da FPF que a anuncia, é válida exclusivamente para os mercados do Médio Oriente e Norte de África, não englobando por isso o mercado português nem qualquer outro mercado fora das regiões abrangidas pela parceria estabelecida, e está alinhado com uma estratégia de internacionalização da marca FPF», reforça.
E acrescenta a FPF: «A parceria entre a Federação Portuguesa de Futebol e a VT Markets cumpre de forma escrupulosa os requisitos legais bem como de Compliance da FPF, uma vez que a empresa em causa tem licença para operar nos mercados em que adquiriu direitos de patrocínio e de utilização dos ativos contratualizados, sendo a mesma regulada por múltiplos órgãos financeiros, como a Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC) e a Autoridade de Conduta do Setor Financeiro (FSCA) da África do Sul».
«A FPF é uma marca cada vez mais global, com adeptos por todo o mundo, facto que motiva a celebração de parcerias regionais que permitam a ativação da marca Seleção em diversos territórios, não sendo necessário que haja uma atividade comercial em Portugal», finaliza a entidade liderada por Pedro Proença.
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